terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um escritor com horas (in)certas | Perfil de Samuel Pimenta, por Mara Fontoura

Um escritor com horas (in)certas
Parte 6

2013, um passo em grande

Em Outubro de 2013, Samuel Pimenta foi o único escritor português a lançar um livro da Feira do Livro de Frankfurt, o Geo Metria. “Eu não fui à espera de vender milhares de livros, fui para divulgar o meu trabalho.” A presença na feira do livro valeu-lhe alguns convites e propostas para novos projetos. “Foi uma experiência muito rica, muito boa, abri algumas portas, em princípio, estarei no Salão do Livro de Paris, há possibilidade de ir ao Salão do Livro de Genebra. Se houver a oportunidade de repetir, repetirei.” 


Apesar de ser português, Samuel encontrou no Brasil a oportunidade de publicar o Geo Metria, livro que lhe valeu a presença em Frankfurt. “Muitas pessoas perguntavam-me: porquê a bandeira do Brasil? Eu sou português mas eu editei no Brasil, fazia todo o sentido ter ali aquela bandeira. Em Portugal as grandes editoras fecham as portas a quem está a começar”, explicou. 

Não indiferente à falta de reconhecimento em Portugal, Samuel lamenta a falta de um Ministério da Cultura e de um governo que abra portas aos projectos culturais, bem como de uma Sociedade Civil que os valorize. Depois da publicação do Geo Metria no Brasil algumas editoras portuguesas propuseram-se a editar o livro em Portugal. “O livro tem uma mensagem universal, é um livro que pode ser publicado em qualquer país. Faz sentido para mim publicar em Portugal, numa pequena editora que respeite o trabalho dos autores”, afirmou.

Com um caderno sempre por perto, onde vai escrevendo as ideias que surgem a qualquer momento, ainda que agora de forma mais comedida porque as responsabilidades profissionais assim o obrigam, são muitos os poemas, contos e até textos teatrais que Samuel guarda com a intenção de, quando for a hora certa, publicar. Viver da escrita não é um sonho, mas sim um objetivo bem traçado para o futuro. “Daqui a 50 anos imagino-me a olhar a minha biblioteca repleta de livros que li, de outros tantos para ler e, na secretária, o computador (ou outro aparelho que entretanto inventem para escrever) e algumas folhas com apontamentos do meu próximo livro.”

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Um escritor com horas (in)certas | Perfil de Samuel Pimenta, por Mara Fontoura

Um escritor com horas (in)certas
Parte 5

Um amigo para todas as ocasiões

Por onde passa, Samuel conquista novos admiradores. Quer a sorrir e com o sentido de humor bastante apurado, quer com um olhar sério que conjuga com criticas severas e assertivas sobre o mundo, quer com um gesto repentino no qual abre um “mestre e amigo” livro, como gosta de lhe chamar, e o lê como se tratasse de uma personagem que saltou para a vida real, são poucos os que lhe ficam indiferente.

“O Samuel assemelha-se a uma matryoshka: tem muitas facetas, que é preciso descobrir aos poucos, mas que são incrivelmente congruentes umas com as outras. Contudo é esse mistério e surpresa que o torna cativante e admirado por tantos ”, revelou Sérgio Batista, amigo de Samuel há 5 anos.

Mesmo com as centenas de actividades e desafios com que se depara diariamente, Samuel arranja sempre um tempo para os amigos, nem que seja para um simples passeio de minutos, sem destino, numa rua qualquer.

“Os nossos ‘programas’, vão do mais banal ao mais surreal (às vezes, em 5 minutos). Desde o simples ‘café’, regado por uma boa conversa e um bom sumo (o Samuel não toma café), ao passeio súbito”, contou o amigo.

A empatia entre ambos não foi imediata mas rapidamente se tornaram inseparáveis. “Se a nossa amizade fosse uma salada, eu e o Samuel seríamos o azeite e o vinagre: somos complementares e indissociáveis”, disse em tom de brincadeira.

Aos olhos de Sérgio o melhor de Samuel, enquanto o amigo, é capacidade de ouvir e dizer a coisa certa, no momento certo. “Por incrível que possa parecer, nas coisas certas incluem-se, tanto os maiores disparates que levam às maiores gargalhadas, como palavras tranquilizantes e as perguntas necessárias para nos fazer pensar. O Samuel é um amigo de sempre, para sempre, isto é para todas as ocasiões, no passado, presente e futuro.”


*Fotografias de Andreia Cruz.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Chegaste Primeiro | Já em crowdfunding

Já está disponível na plataforma PPL o novo projecto da editora Livros de Ontem. Chegaste Primeiro, de Carlos Nuno Granja, é a aposta da editora para iniciar o ano de 2014. 



Chegaste Primeiro é o décimo livro publicado do autor consagrando-o como uma voz que traz para o mundo da poesia uma perspectiva tão objectiva quanto lírica. Uma poética directa, acessível, por vezes mordaz, confere a Carlos Nuno Granja uma capacidade de comunicação universal conseguindo chegar ao íntimo tanto de leitores experientes como de leitores ainda a dar os primeiros passos na poesia.
Um livro fantástico composto por 189 páginas onde a poesia é abrilhantada pelas ilustrações de Sílvia Mota Lopes que transportam o leitor para o imaginário do autor e o emergem na obra.
Não perca esta oportunidade de fazer parte deste livro e garantir o seu exemplar numerado e assinado. A primeira edição é limitada a 100 exemplares!
Pode fazer a sua pré-compra aqui.

Chegaste Primeiro, de Carlos Nuno Granja | Crowdfunding

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Um escritor com horas (in)certas | Perfil de Samuel Pimenta, por Mara Fontoura

Um escritor com horas (in)certas
Parte 4

Lisboa, um novo olhar

Aos 18 anos, com o apoio incondicional da família, Samuel foi viver para aquela que é a cidade da sua vida, Lisboa, para estudar Ciências da Comunicação. Apesar de ter deixado para trás os riachos e as montanhas, que diariamente o influenciavam, Samuel nunca deixou de escrever e nunca cortou os laços com a família. Sempre que pode volta a Alcanhões, vila que o viu nascer a 26 de Fevereiro de 1990. Longe da azáfama da capital, onde o tempo escasseia, Samuel gosta de se “fechar em casa”, para ler, ver filmes, ouvir música e para se “demorar a olhar a paisagem das varandas”, como faz questão dizer. Escrever e desfrutar de tempo com a família são também duas actividades das quais não prescinde no regresso a casa.


“Ele é um excelente irmão, é lutador, extrovertido e honesto! Apoia-me sempre nas minhas decisões, mas também me alerta para os problemas que podem surgir ao serem tomadas”, explicou Isaac Pimenta, irmão mais novo de Samuel.

A distância com que convivem diariamente tornou Samuel e Isaac mais próximos. “Quando éramos mais novos não nos dávamos muito bem, mas hoje temos uma relação muito cúmplice.”
Samuel Pimenta faz questão de que Isaac o acompanhe em encontros literários, onde com uma guitarra e de voz afinada proporciona momentos musicais e recentemente compôs uma música com o poema Geo Metria do irmão mais velho.



Durante os tempos de faculdade, Samuel iniciou outros projectos na área da literatura. Colaborou como cronista no Clique. Em Junho de 2012, começou a organizar tertúlias em Lisboa, no Zazou Bazar & Café, no qual durante um ano marcou presença quinzenalmente. “As tertúlias são momentos de afectos em forma de palavras”, explicou Samuel. Nas palavras do poeta os momentos de partilhas e de leitura de pequenos excertos de livros e poemas são vitais para uma sociedade sã, uma vez que levam ao questionamento e à reflexão. Hoje em dia Samuel viaja quilómetros para estar presente como anfitrião em tertúlias, quer no Porto, quer em Santarém e Lisboa.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Um escritor com horas (in)certas | Perfil de Samuel Pimenta, por Mara Fontoura

Um escritor com horas (in)certas
Parte 3

O primeiro livro - O Escolhido


Em 2009 surge o primeiro livro de Samuel Pimenta, O Escolhido, que vinha sendo idealizado desde os 15 anos, bem ao estilo do jovem criador, onde a magia e o horror se entrecruzam. Um pequeno percalço gerou dúvidas ao escritor sobre a publicação do livro. “Acabei por perder tudo no computador quando o livro ia a meio. Pensei: será que isto é uma mensagem para eu não continuar? Mas aquelas personagens já estavam tão treinadas em mim que eu senti necessidade de continuar e aos 16 anos retomei a escrita”, contou o escritor. O Escolhido é o primeiro livro de uma trilogia idealizada por Samuel, mas os problemas que teve com a editora fizeram com que até agora os outros dois volumes não passassem de ideias e de rascunhos em papel. “Todo o processo de rescisão ajudou a que eu me cansasse do livro. Decidi que era tempo de dar tempo. Portanto, interrompi a escrita porque tinha outros projetos”, explicou Samuel Pimenta.
Actualmente, o escritor admite que o desejo de dar continuidade à história voltou, agora com um novo olhar sobre o mundo e com outra maturidade na escrita e até pondera a publicação dos dois livros que faltam da trilogia.


Sempre com a escrita em mente, Samuel colaborou com jornais escolares e viu alguns dos seus poemas serem publicados em jornais regionais. O sucesso na literatura há muito que o acompanha e não só em Portugal. Em 2010, foi um dos contemplados com o VI Prémio Literário Valdeck Almeida de Jesus na vertente de poesia, no Brasil e anteriormente, em 2007, já tinha alcançado o 2.º lugar num concurso de escrita realizado no âmbito da inauguração da Biblioteca Municipal Dr. Hermínio Duarte Paciência, em Alpiarça. 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Um escritor com horas (in)certas | Perfil de Samuel Pimenta, por Mara Fontoura

Um escritor com horas (in)certas
Parte 2


Santarém, um lugar de influência

Os aplausos que se ouvem, agora, na Livraria Ferin devolvem o sorriso habitual e tranquilizante a Samuel e fazem-no recuar 13 anos no tempo, ao dia em que leu pela primeira vez um conto à família. "Lembro-me de terminar o conto, as minhas avós e a minha mãe estavam em casa, eu subi para cima do sofá e comecei-lhes a ler. Elas ficaram estupefactas por um miúdo de dez anos estar a escrever um conto, gostaram e aplaudiram”, relembrou.



Ao primeiro conto chamou A Casa Assombrada, um conto de duas páginas. Foi a primeira vez que escreveu consciente de que queria ser escritor e com o intuito de publicar. A história nunca saiu das quatro paredes de casa, e Samuel até já lhe perdeu o rasto, mas A Casa Assombrada marcou o início de um caminho na literatura.
Seguiram-se mais contos, todos num registo fantasmagórico. A vila de Alcanhões, na qual Samuel cresceu e na qual adorava brincar, à noite ganhava vida pelas personagens construídas no imaginário do escritor. “Atrás da minha casa tinha um riacho e isto fez com que eu fosse muito ligado à natureza. Acredito que as pessoas que são ligadas à natureza vêem a realidade de uma outra forma. Eu sempre olhei a realidade de uma forma mágica. Sempre me questionei como nascem as árvores, o que passa por baixo do riacho. Como fui um miúdo muito fantasioso comecei a escrever neste registo, com fantasmas e bruxas”.

Com um olhar contemplador, invulgar numa criança, e com ideias críticas sobre o mundo que o rodeava, desde cedo Samuel mostrou ser peculiar: aos 10 anos começou a escrever, aos 13 apaixonou-se pela poesia, aos 14 começou a criar textos para teatro. A certa altura, a escrita passou a ser um refúgio e a brincadeira favorita do, então, promissor escritor.
“Tive uma adolescência pouco comum, a escrita foi o meu refúgio. Sempre gostei de viajar, ouvir música. Gostava de brincar, mas a partir de uma certa altura brincava sozinho com as minhas personagens”

No quarto, o pequeno escrevia, escrevia, escrevia e escrevia, ora contos, ora prosa, ora poesia, e especialmente à noite, “porque havia menos probabilidades de ser incomodado” e se há coisa que Samuel detesta é ter que se cruzar com pessoas enquanto escreve. Hoje em dia já não é assim, as obrigações profissionais mudaram-lhe os hábitos.
“Trabalho em comunicação, numa fundação, a Fundação S. João de Deus e acordo todos os dias às 7:20 da manhã, não posso fazer grandes noitadas senão de manhã não acordo.”

Samuel escreve quando tem tempo e quando não lhe apetece nem sequer pega na caneta. “ Não me obrigo a nada, não gosto de regras, talvez às vezes crie regras para depois as quebrar”, remata com risos.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2014, um ano a ler

31 de Dezembro, último dia de 2013. Altura de fazer contas a este que foi o ano da Livros de Ontem.

Embora a editora tenha sido formalmente constituída no verão de 2012, foi neste ano que agora chega ao fim que a Livros de Ontem se afirmou na edição e publicação de livros. Foram lançadas três obras de três promissores novos autores: Nós, Vida, de Álvaro Cordeiro, Cancro com Humor, de Marine Antunes e O Relógio, de Samuel Pimenta, duas delas lançadas com grande sucesso em crowdfunding. Foi também cunhado o novo conceito editorial que orientará o futuro da editora - o crowdpublishing - e lançadas as bases para as publicações vindouras, entre as quais a colectânea de contos, fotografia e ilustração cujo prazo de submissões termina hoje também.

Muito obrigado a todos os leitores e seguidores que acreditam em nós e nos ajudam a crescer a Livros de Ontem a cada dia que passa. Muito obrigado a todos os autores que confiam em nós para publicar e apresentar as suas obras, é com muito prazer e com grande honra que caminhamos ao vosso lado.

2013 foi um ano fantástico cheio de boa literatura! Nem imagina o que guardámos para 2014...

Um feliz ano 2014!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Um escritor com horas (in)certas | Perfil de Samuel Pimenta, por Mara Fontoura

Um escritor com horas (in)certas
Parte 1

Lá estava ele, uma figura redonda com ponteiros que giram sempre na mesma direção. Poderia estar numa parede, numa estante qualquer, ou até num pulso, mas não. Estava estampado na capa do terceiro livro de Samuel Pimenta - O relógio – que agora se encontra em cima da toalha bege com riscas brancas e horizontais que decora a mesa da Livraria Ferin.



14 de Dezembro de 2013, 17 horas em Lisboa, as galerias da Livraria Ferin, situada no Chiado, começavam-se a encher aos poucos de pessoas curiosas e ansiosas. À espera tinham Samuel Pimenta que, estranhamente, permanecia de olhos cabisbaixos e com as mãos irrequietas que teimavam em mexer nas franjas do cachecol ao xadrez verde e vermelho. Era um dia importante, era o dia em que O relógio deixaria de pertencer a Samuel para passar a ser folheado pelo público.

Em 2012, Samuel Pimenta candidatou-se ao Prémio Jovens Criadores com o poema O relógio, escrito em 2009, o qual acabou por vencer com o reconhecimento do Governo de Portugal e do Clube Português de Artes e Ideias.

“O primeiro verso soou-me na cabeça «odeio o meu relógio», escrevi-o e percebi: é isto. É daqueles poemas que não se consegue parar de escrever”, explicou Samuel.



De acordo com o escritor, o poema é uma metáfora da sociedade actual que vive “aprisionada”. “Peguei na figura do Relógio para metaforizar com as pessoas e com a conjuntura em questão presas e não se conseguem libertar”.


Samuel recusa-se a pertencer e a aceitar esta sociedade, assim como se recusa a usar relógio. “Nunca usei porque me sinto aprisionado. Era como se fosse uma algema que estava no meu pulso”. Porém, quem odeia o relógio não é Samuel, mas sim, Elise ou Lise, como é tratada intimamente. Um outro eu de Samuel que assina o poema, diferente do jovem de 23 anos, alto, que, hoje, se encontra elegantemente sentado e que olha para o infinito através dos óculos ao estilo de Harry Potter e Fernando pessoa, ou não fossem eles, duas fontes de inspiração para as múltiplas obras, ora fantasmagóricas, ora poéticas, que constrói.

O jovem poeta acredita na pluralidade de eus existente em cada ser, que surgem em diferentes momentos. Desde que iniciou o caminho na área da literatura várias vezes sentiu a necessidade de assumir as diferentes vozes que lhe surgem no interior. "A Lise surgiu pontualmente noutros poemas, mas surgiu bem vincada em O relógio e até a tónica com que o poema é escrito é diferente do Samuel. O que é certo, é que a minha escrita mudou desde que ela apareceu, amadureceu", sublinhou.

Sérgio Batista, amigo de Samuel desde a faculdade e com quem, hoje, tem uma amizade profunda, foi o primeiro a ler o poema O relógio. “Gosto muito, e tenho a certeza que será agraciado com ainda mais prémios”, adiantou. Um leitor atento dos trabalhos do amigo, Sérgio tornou-se um admirador dos poemas de Samuel. “Talvez o melhor da sua escrita resida na sua simplicidade e clareza, que conduz o leitor a significados e sentidos complexos”.

Já se passaram cerca de 2 anos desde que O relógio trouxe Samuel para a luzes da ribalta na literatura. Porém, só agora o escritor considerou ser a altura certa para a publicação do livro. “Só agora é que se proporcionou. Eu acredito que cada coisa tem o tempo certo para acontecer. Houve uma altura que eu não queria publicar, andava a organizar tertúlias, andava com uma série de coisas. Queria percorrer um caminho até ser a hora e a hora chegou.”

Defensor de que cada momento tem uma temporalidade definida, Samuel Pimenta tem como influência a parábola do Bambu.
“O Bambu demora quatro anos a crescer, nos 3 primeiros ganha raiz e no último ano cresce imenso. Se tu a quiseres arrancar não consegues, isto para a nossa vida é muito importante porque primeiro temos que trabalhar, construir raízes para sabermos o que temos e não desmoronarmos”, explicou com a delicadeza, com a mesma com que retira um mosquito que de súbito lhe caiu no copo de vinho. Num gesto minucioso, sendo o jovem contras as práticas injustas com os animais, Samuel devolve-o à vida.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Um escritor com horas (in)certas | Perfil de Samuel Pimenta, por Mara Fontoura

Um escritor com horas (in)certas


Irreverente na escrita e imprevisível nas relações humanas, o jovem Samuel Pimenta venceu o Prémio Jovens Criadores em 2012 com o poema O Relógio. Para o escritor cada texto e cada livro têm um caminho e um tempo a percorrer até chegarem aos olhos do público. A hora chegou.


Assim começa o perfil do escritor Samuel Pimenta, da autoria de Mara Fontoura, que a Livros de Ontem irá publicar na integra no blogue da editora. Uma série de publicações que irão dividir o perfil do autor, uma entrevista intimista que dará a conhecer Samuel Pimenta na sua essência e ajudará o leitor a melhor interpretar a poética do vencedor do Prémio Jovens Criadores 2012.
Não havia melhor maneira de acabar o ano de 2013!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Lançamento do livro "O Relógio" | Samuel Pimenta



Após ter garantido a Samuel Pimenta o Prémio Jovens Criadores 2012, o poema O Relógio chega finalmente em livro com a chancela de qualidade Livros de Ontem

Será no dia 14 de Dezembro, pelas 17h que este pequeno grande livro será lançado e apresentado na Livraria Ferin, em Lisboa, num evento onde se respirará cultura e poesia.

A apresentação do livro estará a cargo de Maria João Cantinho, Samuel Pimenta e João Batista que explorarão a mensagem da obra e todo o processo de escrita e edição que culminou na publicação de O Relógio. O autor e a editora decidiram ainda proporcionar a todos os presentes um momento musical, a cargo de Isaac Pimenta, que fará a sublime ligação entre música e poesia.

Não perca esta oportunidade de vir até nós, conhecer o autor e deleitar-se com uma poesia única que já conquistou espaço internacionalmente. 

Espreite o booktrailer da obra aqui.

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Após a apresentação, haverá sessão de autógrafos. O livro pode ser adquirido aqui ou presencialmente no dia do lançamento.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nós, Vida | 23 de Novembro na Biblioteca das Galveias




A Livros de Ontem e o autor Álvaro Cordeiro convidam-no a estar presente na apresentação do livro Nós, Vida, dia 23 de Novembro, pelas 19h15m na Biblioteca Municipal Palácio Galveias, em Lisboa.

Será mais um momento de diálogo e partilha entre editora, autor e leitores que poderão, neste espaço, trocar ideias sobre a escrita de Nós, Vida.


Se ainda não conhece o autor poderá comprar o livro que o autor autografará com todo o carinho.

Não falte! Venha até nós.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Coletânea de contos, fotografia e ilustração | Livros de Ontem & The Art Boulevard


"Liberdade, Medo e Solidão". Será este o tema da primeira coletânea publicada pela Livros de Ontem.

O objetivo é promover o trabalho de novos artistas de língua portuguesa nas áreas da literatura, fotografia e ilustração. O concurso está aberto nestas 3 áreas, sendo que as ilustrações se destinam à composição da capa.

Serão selecionados os 10 melhores contos, as 10 melhores fotografias e ainda a melhor ilustração por um júri composto por membros da editora Livros de Ontem e da plataforma The Art Boulevard.

A obra será lançada em crowdfunding, como já é hábito da editora Livros de Ontem, e publicada com a chancela da editora.

Pretende-se descobrir os novos artistas promissores e proporcionar-lhes a oportunidade de publicar o seu trabalho em sinergia com outros artistas.

O prazo de recepção de candidaturas termina a 31 de dezembro. Consulte o regulamento para ficare a par das condições de participação -http://bit.ly/1bKnWvD


Ficamos à espera da sua proposta e boa sorte!



Subscreva o evento no Facebook para ficar a par de todas as novidades: http://on.fb.me/177AxZX


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Entrevista a Mafalda Pinto-Coelho - autora do posfácio de "Cancro com Humor"



Dra. Mafalda Pinto-Coelho
Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama




Desde o início, o projeto de publicação do livro Cancro com Humor foi pensado com um objetivo solidário. Tanto a editora Livros de Ontem como a autora do livro, Marine Antunes, reconheceram de imediato que um livro como o Cancro com Humor apenas faria sentido enquanto servisse como veículo de ajuda para alguém: seja através de toda a sabedoria expressa no livro como através de uma campanha solidária associada à sua compra.

O livro Cancro com Humor foi feito a pensar nos leitores, um testemunho pessoal, diferente e divertido para ajudar quem tem de lidar de perto com o cancro. Tem, nesse sentido, uma lógica inerente de contato direto e permanente com o público, crescendo à medida de cada contributo dos leitores.

 É, no fundo, uma forma de retribuir à sociedade, diretamente a quem mais precisa, todo o apoio e carinho que os leitores têm dado tanto à editora como ao projeto e livro Cancro com Humor. É neste âmbito que a editora Livros de Ontem irá doar 1€ por cada exemplar vendido do livro Cancro com Humor à Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama, no que se acredita ser um sincero agradecimento e reconhecimento público por todo o bom trabalho que têm vindo a desempenhar na luta contra esta doença.

Em entrevista à Livros de Ontem, a Dra. Mafalda Pinto-Coelho, Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama, explicou em que estado está a luta contra o cancro em Portugal.


João Batista - Dra. Mafalda Pinto Coelho,
gostaria de iniciar esta entrevista traçando um quadro geral sobre o estado da luta contra o cancro em Portugal. Quais os desafios, quais as dificuldades e quais as grandes conquistas que já foram feitas?

Mafalda Pinto Coelho - O Carcinoma da mama é a doença oncológica mais frequente no sexo feminino, com uma incidência estimada de perto de 5000 casos/ano na população portuguesa.
A diminuição do número da mortalidade por carcinoma da mama na população portuguesa já demonstra a eficácia dos esforços daqueles que iniciaram os programas de rastreio mamográfico no nosso país.
A medicina faz o seu papel tentando tratar e curar uma doença cuja grande complexidade reside nos inúmeros factores genéticos, ambientais e sociais que a condicionam. Cabe a cada mulher um papel fundamental, a ajuda no diagnóstico precoce, a vigilância e o rastreio. A mulher portuguesa faz o seu papel?

JB – No seguimento da sua interrogação, pergunto-lhe: as mentalidades ainda são um entrave à luta contra o cancro? As pessoas só se preocupam com a doença e o seu impacto social quando esta lhes bate à porta?

MPC - Tudo se tem feitos nos últimos anos para que a mulher portuguesa se encontre mais sensibilizada para a importância da prevenção e do rastreio mamário e ginecológico a fim de possibilitar um diagnóstico precoce. No entanto, ainda há muitas mulheres que não tem por hábito ir ao ginecologista, uma ou duas vezes ao ano, para serem observadas e efectuarem os exames de rotina. É, assim, fundamental veicular junto das mulheres e seus médicos assistentes as vantagens da realização regular destes exames de rastreio de modo a conseguir uma cobertura populacional tão grande quanto possível, que acarrete a médio prazo uma mudança radical da realidade desta doença.

JB – Projetos e livros como o Cancro com Humor podem ser a solução ou, pelo menos, fazer parte dela no sentido de subverter este paradigma?

MPC - Sim, sem dúvida!
Este livro é fascinante pela frescura que imprime e pela sabedoria envolta num traje naïf, na medida em que nos ensina que mais vale rirmo-nos do nosso destino e aceitá-lo, do que revoltarmo-nos contra aquilo que jamais poderemos controlar.
Assim, é na partilha da sua crença de que a vida se leva a rir e na forma de encarar a experiência do que é “ter cancro” que este livro colabora, decisivamente, na abertura de janelas de luz nos muitos edifícios de escuridão que giram à nossa volta.

JB - O que acha da forma como o cancro tem sido tratado junto da opinião pública, especialmente na área da literatura?

MPC - Na minha opinião muito se tem escrito e falado sobre “cancro”. Esta situação permite não só a desmistificação desta doença, como também a sensibilização e educação da mulher para a importância da realização regular dos exames de rastreio de modo a conseguir-se uma cobertura populacional tão grande quanto possível.

JB - O testemunho triste e pesado de doentes oncológicos com
peso junto da opinião pública ajuda ou dificulta a sensibilização social e a desmistificação da doença?

MPC - Não podemos negar que esta doença traz consigo sentimentos de limitação, inadequação, revolta, medo e perda de autoestima. A própria doença nos ensina que a morte é parte integrante da vida, que todos morremos um dia, da mesma forma que nascemos. Que viver não passa duma misteriosa viagem, mais curta e dolorosa para alguns, duma experiência imperdível e marcante para todo e qualquer ser humano. Todos os testemunhos são válidos, uns mais positivos que outros consoante a experiencia de cada um, porque, acima de tudo, alertam para uma realidade que não podendo ser alterada pode, pelo menos, ser prevenida.

JB - Qual tem sido o papel da Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama na luta contra o cancro?

MPC - A APAMCM ao longo dos seus 15 anos de vida acredita estar a conseguir minorizar as fragilidades existentes no sistema de saúde. Oferece a toda a população uma panóplia de apoios terapêuticos prestados por uma equipa de profissionais de saúde muito credível, durante toda a semana, de forma rápida e gratuita ou a custo assistencial. Divide-se em três grandes áreas: médica, fisioterapia e psicologia.


o        Consultas:

o       Triagem (1ª vez)
o       Medicina Geral e Familiar
o       Cirurgia da Mama (2ª opinião)
o       Fisiatria
o       Ginecologia (rastreio mamário e ginecológico)
o       Dermatologia
o       Psiquiatria
o       Nutrição
o       Osteopatia

o        Serviço de Medicina Física e Reabilitação | Centro Especializado em Fisioterapia Oncológica (galardoado com o Premio Boas Práticas em Saúde);

o        Serviço Psicologia (terapia individual | terapia familiar | terapia de grupo | ludoterapia);


JB - A venda do livro Cancro com Humor irá reverter, em parte, para esta casa. Existe alguma necessidade urgente na qual este dinheiro será aplicado?

MPC - Parte deste dinheiro será aplicado na nova consulta de ginecologia que tem como objectivo primordial a oferta do rastreio mamário e ginecológico à mulher. Abre ao público, na sede da APAMCM, dia 25 de Novembro. Encontramo-nos a angariar dinheiro para os materiais consumíveis e descartáveis, um software de gestão clínica e, ainda, para a aquisição de um ecógrafo no decorrer do ano 2014.

JB - Este tipo de apoios são fundamentais para o funcionamento da Associação ou apenas contribuições pontuais para realizar projetos específicos?

MPC - Todos os projetos em que a APAMCM se envolve são fundamentais para a gestão de todos os serviços de saúde e do quotidiano laboral desta instituição de saúde. Cada serviço de saúde necessita estar adaptado às reais carências dos seus utentes, modernizado e devidamente equipado com materiais hospitalares necessários ao tipo de tratamento que presta.
A APAMCM não tem qualquer apoio financeiro por parte da sua tutela e portanto dinamizar processos de captação de fundos é vital para que consiga manter-se aberta ao público e autónoma financeiramente.

JB - A autora Marine Antunes tem estado envolvida com esta Associação. O que pode dizer sobre a autora deste livro?

MPC - A Marine Antunes realizou em Junho deste ano um encontro de Cancro com Humor na nossa sede dirigido aos nossos associados com patologia oncológica. Foi uma tarde bem passada onde a troca de vivências se efectuou em alegria. Apesar de jovem a autora denota grande sensibilidade, maturidade e é muito voluntariosa.



JB - O livro Cancro com Humor aborda um tema muito sensível de uma maneira nova e arrojada. Como tal, existe sempre a possibilidade de ser mal compreendido.
Acha que a abordagem do livro é pertinente para o tema tratado?

MPC - Como escrevi no meu posfácio, Marine Antunes não é uma escritora no sentido convencional do termo – alguém que se dedica à escrita – mas sim uma sábia alma num corpo de menina que, a dada altura, sentiu necessidade de partilhar com o mundo uma genial ferramenta que encontrou dentro de si – o Humor – que a ajudou a lidar com a dor, a frustração e o medo de morrer.
Claro que há pessoas que lidam com a doença de outras formas e o humor para elas pode não ser o caminho ideal para gerirem as suas emoções. É algo que devemos respeitar. Aquilo que pode ajudar uns nem sempre se aplica de forma universal. Mas na verdade a rir a vida torna-se sempre mais fácil, mesmo nos períodos de profunda tristeza.

JB - A Dra. Mafalda Pinto Coelho foi convidada para escrever o posfácio do livro. Como foi fazer parte deste livro e o que pode desvendar aos nossos leitores?

MPC - Foi uma viagem interessante entrar no mundo íntimo da autora, viajar pelas suas inúmeras emoções, sentir as transformações interiores dos seus sentires, vestir a sua pele e tentar compreender o que vivenciou com aquela experiencia. Quando nos colocamos no lugar do outro aprendemos sempre imenso acerca de nós próprios.

O livro poder ser adquirido através do site da editora: http://bit.ly/1dhCYtK



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cancro com Humor | Evento de lançamento


A editora Livros de Ontem tem o prazer de convidar todos os leitores para o evento de lançamento do livro Cancro com Humor, de Marine Antunes

O lançamento terá lugar no dia 9 de Novembro, pelas 19h15m, na Biblioteca Municipal Palácio Galveias, em Lisboa. 

Haverá apresentação, leitura, autógrafos, boa disposição e… bolas de praia! Conheça toda a história por detrás do livro e deixe-se inspirar pelo testemunho de força e coragem de quem transformou um cancro num movimento social.

Mais um grande evento Livros de Ontem que não pode perder!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O Relógio, de Samuel Pimenta - Já disponível!

O Relógio, de Samuel Pimenta, autor galardoado com o Prémio Jovens Criadores 2012 já está disponível ao público com a chancela Livros de Ontem.



A partir de hoje já é possível adquirir O Relógio que chega até ao leitor numa primeira edição numerada e assinada pelo autor, limitada a 100 exemplares. Uma edição de colecionador que marca a estreia em Portugal de Samuel Pimenta na área da poesia.

O livro tem o valor de 9€ e o respetivo Ebook 3€, estando disponíveis através da loja on-line Livros de Ontem e da página de Facebook da editora.


Já só há 95 exemplares. Garanta já o seu!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"Cancro com Humor" financiado com sucesso!

E já está!

O livro Cancro com Humor financia-se com sucesso reunindo 2040€ de um total de 59 leitores.



A Livros de Ontem agradece a todos quantos acreditaram no projeto e que, direta ou indiretamente, contribuíram para o seu sucesso. Nunca antes um projeto Livros de Ontem contou com tantos apoios dos leitores, demonstrando-se assim que o público acredita nesta nova forma de publicar livros: o crowdpublishing.

A campanha de financiamento coletivo termina hoje e o livro seguirá agora para produção. Em breve, os apoiantes estarão a receber as suas recompensas e os seus exemplares numerados e assinados pela autora.


A data e o local de lançamento serão anunciados em breve estando, desde já, todos convidados para vir conhecer este livro maravilhoso!

Obrigado pelo apoio!

sábado, 19 de outubro de 2013

O Relógio | Capa

Depois de divulgado o booktrailer de O Relógio, de Samuel Pimenta, divulgamos agora a capa do tão esperado livro.





Opiniões?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O Relógio | Booktrailer

Eis que divulgamos o booktrailer do novo livro Livros de OntemO Relógio, escrito por Samuel Pimenta.


Depois de Frankfurt é tempo de Samuel Pimenta lançar o seu primeiro livro de poesia em Portugal que terá a chancela Livros de Ontem.

Em breve anunciaremos a data do lançamento!
Fique com o booktrailer...